Veja se o seu CPF entrou na lista! INSS vai devolver valores que podem passar de R$10 mil

A novela dos descontos indevidos nos benefícios do INSS parece finalmente estar chegando ao fim. Depois de anos de reclamações e processos, aposentados e pensionistas de todo o Brasil agora têm a chance de recuperar o dinheiro que foi retirado sem autorização. E não é pouca coisa: os ressarcimentos podem ultrapassar os R$ 10 mil por pessoa, já com correção monetária.

O acordo, oficializado pelo INSS, tem como objetivo evitar que milhares de ações judiciais se acumulem e garantir que os segurados recebam o que é deles de direito, sem burocracia e sem demora.

Por que esse acordo é tão importante para os beneficiários do INSS

De março de 2020 a março de 2025, milhares de aposentados e pensionistas viram valores sumirem de seus benefícios sem explicação clara. Na maioria dos casos, as cobranças eram feitas por entidades e associações que alegavam autorizações que, na prática, não existiam.

O resultado foi uma enxurrada de queixas, processos e pedidos de investigação. Diante da pressão, o INSS resolveu agir para devolver o dinheiro sem que cada segurado tivesse que passar por anos de disputa judicial.

O acordo de ressarcimento nasceu justamente para resolver o problema de forma administrativa, rápida e com regras claras para todos.

Quem tem direito ao ressarcimento dos valores descontados

O acordo não é para todo mundo — existem critérios bem definidos para que o segurado possa receber o dinheiro de volta. Têm direito ao ressarcimento:

  • Aposentados e pensionistas que sofreram descontos indevidos entre março de 2020 e março de 2025;

  • Segurados que contestaram formalmente esses descontos, mas não receberam resposta ou solução;

  • Beneficiários que não foram ressarcidos por outras vias, como processos judiciais já encerrados.

Ou seja, se você teve dinheiro descontado sem autorização nesse período e se enquadra nesses requisitos, pode aderir ao acordo agora mesmo.

Como aderir ao acordo pelo aplicativo Meu INSS

A grande novidade é que o processo é totalmente digital, rápido e sem intermediários. Tudo pode ser feito pelo aplicativo Meu INSS, sem filas e sem complicações.

Veja o passo a passo completo:

  1. Acesse o app Meu INSS com seu CPF e senha da conta Gov.br;

  2. Vá até a opção “Consultar Pedidos”;

  3. Clique em “Cumprir Exigência” (se houver mais de um pedido, é preciso repetir para cada um);

  4. Role a tela até encontrar o último comentário do processo;

  5. Leia o conteúdo com atenção;

  6. No campo “Aceito receber”, marque “Sim”;

  7. Clique em “Enviar” e pronto.

Depois disso, basta aguardar o pagamento cair direto na sua conta, sem taxas ou custos adicionais.

E quem não tem acesso à internet?

Para não deixar ninguém de fora, o INSS também permite que a adesão seja feita nas agências dos Correios, sem necessidade de levar documentos extras. Basta informar seus dados e confirmar a adesão presencialmente.

Além disso, idosos com mais de 80 anos, povos indígenas e comunidades quilombolas têm atendimento automático para os descontos feitos a partir de março de 2024.

Nesses casos, se os descontos ainda não foram contestados, o INSS inicia o processo por conta própria. Se já houve contestação, o beneficiário só precisa dar o aceite pelo aplicativo ou pelos Correios.

Atendimento especial para regiões isoladas

Para comunidades ribeirinhas e municípios de difícil acesso, o INSS conta com o PREVBarco, um programa que leva atendimento móvel para locais afastados. Desde agosto, equipes estão percorrendo diferentes regiões para garantir que ninguém fique sem receber.

As datas e os locais atendidos pelo PREVBarco estão disponíveis no site do INSS e na Central 135, que funciona de forma gratuita.

Quando os pagamentos começaram e como são feitos

Os pagamentos do acordo tiveram início em 24 de julho de 2025 e seguem em andamento. A liberação do dinheiro é feita em ordem cronológica de adesão, ou seja, quanto antes você aceitar o acordo, mais cedo recebe o valor.

O depósito é feito diretamente na mesma conta onde o beneficiário já recebe a aposentadoria ou pensão, em parcela única.

E tem mais: os valores são corrigidos monetariamente pelo IPCA, o índice oficial de inflação do Brasil, desde a data do desconto até o dia do pagamento.

E se a entidade justificar o desconto?

Existe a possibilidade de a entidade que fez a cobrança apresentar documentos para tentar comprovar que o desconto foi autorizado. Nesses casos:

  • O segurado é notificado pelo Meu INSS ou pelos Correios;

  • Ele pode aceitar os documentos, contestar por falsidade ideológica ou declarar que desconhece a assinatura.

Se houver contestação, a entidade tem 5 dias úteis para devolver os valores. Caso não cumpra, o processo vai para auditoria interna, e o segurado recebe orientação sobre como ingressar na Justiça com apoio da Defensoria Pública.

Prazo final para adesão ao acordo

O prazo para aderir ao acordo e contestar os descontos indevidos vai até 14 de novembro de 2025.

Se o beneficiário não aceitar o acordo até essa data, ainda poderá tentar reaver o dinheiro pela Justiça, mas perde algumas vantagens, como:

  • Correção automática pelo IPCA;

  • Pagamento em parcela única;

  • Apoio jurídico gratuito para contestar os descontos.

Por isso, a recomendação é não deixar para a última hora.

Atenção para evitar golpes: INSS não liga nem envia links

O INSS tem reforçado um alerta importante: não entra em contato por telefone, SMS ou WhatsApp para falar sobre o acordo de ressarcimento.

A instituição não envia links, não pede dados pessoais e não cobra taxas para liberar os valores.

Todos os procedimentos são gratuitos e devem ser feitos apenas pelo aplicativo Meu INSS, pela Central 135 ou nas agências dos Correios.

Com isso, o objetivo é evitar que aposentados e pensionistas, muitas vezes idosos, sejam vítimas de fraudes.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional graduado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Possui mais de 15 anos de experiência como redator e criador de conteúdo para portais de notícias.Saulo se especializou na produção de artigos sobre temas de grande interesse social, no âmbito da economia, benefícios sociais e direitos trabalhistas.