O terceiro Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas de 2025, divulgado nesta segunda-feira (22), pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento, trouxe novidades importantes que mexem tanto com os números do governo quanto com o bolso de milhões de brasileiros.
De um lado, o governo vai gastar menos com alguns setores, como Previdência e precatórios. Do outro, a arrecadação deve crescer, graças a dividendos de estatais e royalties. E, para completar, o INSS já bateu o martelo: o calendário de pagamentos de setembro está pronto e começa nos próximos dias.
Se tudo isso parece uma sopa de letrinhas, calma: vamos explicar de forma simples, leve e sem enrolação.
Previdência vai gastar menos: corte de R$ 3,2 bilhões
Uma das informações mais chamativas do relatório é a redução dos gastos com benefícios da Previdência.
No documento anterior, a previsão era gastar R$ 1,032 trilhão até o fim de 2025. Agora, esse valor caiu para R$ 1,029 trilhão. Ou seja, menos R$ 3,2 bilhões na conta.
Esse dinheiro seria usado para pagar aposentadorias, pensões e outros benefícios administrados pelo INSS. A redução não significa cortes para quem já recebe, mas sim que a previsão anterior era maior do que realmente será necessário.
Menos gastos com pessoal e precatórios
Além da Previdência, outros setores também tiveram revisões para baixo:
Pagamentos de pessoal e encargos sociais: a previsão caiu de R$ 409,7 bilhões para R$ 409,0 bilhões, uma redução de R$ 700 milhões.
Precatórios e sentenças judiciais: aqui o corte foi ainda maior. O valor caiu de R$ 48,5 bilhões para R$ 42,8 bilhões, ou seja, R$ 5,6 bilhões a menos.
Precatórios são dívidas do governo reconhecidas pela Justiça. Quando o governo perde uma ação, precisa pagar, e esse dinheiro vem do orçamento.
Arrecadação em alta: dividendos e royalties sobem
Se os gastos caem, as receitas sobem. Pelo lado da arrecadação, o relatório trouxe boas notícias para os cofres públicos:
Dividendos de estatais: o governo esperava R$ 41,9 bilhões. Agora, estima R$ 48,8 bilhões, um aumento de R$ 6,9 bilhões.
Royalties: antes previstos em R$ 140,2 bilhões, agora devem chegar a R$ 145,9 bilhões, alta de R$ 5,7 bilhões.
As receitas com concessões — como rodovias, aeroportos e outros serviços públicos cedidos à iniciativa privada — continuam estimadas em R$ 7,7 bilhões.
Esse crescimento da arrecadação ajuda a equilibrar as contas públicas e pode dar mais fôlego ao governo para investimentos.
INSS libera calendário de pagamentos de setembro
Enquanto o governo revisa números, o INSS já definiu as datas de pagamento para aposentados, pensionistas e outros beneficiários.
Em setembro de 2025, os pagamentos serão feitos em duas etapas:
Para quem recebe até um salário mínimo
Para quem recebe acima do piso nacional
O critério continua o mesmo: o número final do benefício, sem contar o dígito verificador.
Mais de 40 milhões de benefícios pagos todo mês
O INSS administra hoje mais de 40 milhões de benefícios mensais.
28,2 milhões equivalem a um salário mínimo.
12,3 milhões são para valores acima do piso nacional.
Por isso, o calendário escalonado é essencial para evitar filas e sobrecarga nos bancos.
Calendário do INSS para quem recebe até um salário mínimo
Se você recebe até um salário mínimo, estas são as datas para o pagamento referente a setembro de 2025:
Final 1: 25 de setembro
Final 2: 26 de setembro
Final 3: 29 de setembro
Final 4: 30 de setembro
Final 5: 1º de outubro
Final 6: 2 de outubro
Final 7: 3 de outubro
Final 8: 6 de outubro
Final 9: 7 de outubro
Final 0: 8 de outubro
Calendário do INSS para quem recebe acima de um salário mínimo
Para quem ganha acima do salário mínimo, as datas mudam um pouco. Os depósitos serão feitos entre 1º e 7 de outubro:
Finais 1 e 6: 1º de outubro
Finais 2 e 7: 2 de outubro
Finais 3 e 8: 3 de outubro
Finais 4 e 9: 6 de outubro
Finais 5 e 0: 7 de outubro
Quem recebe do INSS hoje?
O Instituto Nacional do Seguro Social paga benefícios para vários grupos:
Aposentados por idade, tempo de contribuição ou invalidez
Pensionistas (em caso de morte ou dependência econômica)
Beneficiários do BPC/LOAS (Benefício de Prestação Continuada)
Auxílios para trabalhadores afastados por acidente ou doença
Em resumo, qualquer pessoa que contribuiu para a Previdência ou se enquadra em situações específicas pode ter direito a receber.
Prova de vida: atenção para não perder o benefício
Um ponto importante é a prova de vida anual.
Mesmo com a modernização do sistema, o INSS exige que os beneficiários confirmem periodicamente que estão vivos — principalmente os idosos com dificuldades de locomoção.
Quem não faz a prova de vida pode ter o pagamento suspenso até regularizar a situação.
