Prazo final, bilhões em jogo e juros mais baixos! Entenda a corrida para migrar contratos antigos de empréstimos consignados para a nova plataforma da Carteira de Trabalho Digital até novembro de 2025

Imagine só: bilhões de reais, milhões de contratos, milhares de trabalhadores e uma data final que não para de se aproximar — novembro de 2025. É esse o prazo estabelecido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para migrar todos os contratos antigos de empréstimos consignados para a nova plataforma digital que promete revolucionar esse mercado: a Carteira de Trabalho Digital dentro do programa Crédito do Trabalhador.

Até a última terça-feira (16 de setembro), o governo já tinha conseguido transferir nada menos que R$ 15,7 bilhões em contratos. E a meta é ousada: chegar a R$ 40 bilhões até outubro. A corrida é grande porque, a partir de novembro, o modelo antigo simplesmente deixará de existir.

Mas calma: vamos explicar tudo com clareza e de forma leve, para que até quem nunca pediu um consignado entenda o que está acontecendo.

Do modelo antigo ao novo: o que muda para o trabalhador? Confira!

Durante anos, o crédito consignado para trabalhadores CLT funcionava assim:

  • A empresa fazia um convênio com um banco específico.

  • O trabalhador só podia pegar empréstimo nesse banco.

  • As parcelas eram descontadas direto na folha de pagamento.

Na prática, isso limitava muito as opções. Afinal, nem todas as empresas tinham convênios, e quando tinham, só existia um banco parceiro — sem concorrência, sem escolha, sem chances de conseguir taxas menores.

Agora, com o Crédito do Trabalhador, a história muda:

Modelo AntigoPrograma Crédito do Trabalhador
Empresas privadas faziam convênios com bancos específicosMais de 70 instituições financeiras podem acessar os dados do trabalhador
Só um banco podia descontar na folhaAcesso via e-Social, seguindo a LGPD
Convênios eram restritos a grandes empresasQualquer trabalhador CLT pode usar o sistema
Sem concorrência entre bancosInstituições competem oferecendo juros menores

Na prática, isso significa mais liberdade e, principalmente, juros bem mais baixos para os trabalhadores.

A grande promessa da nova plataforma é oferecer juros mais baixos

Se você já precisou de empréstimo pessoal, sabe que os juros podem ser assustadores. Um empréstimo comum chega a ter taxas médias próximas de 11% ao mês.

Com o Crédito do Trabalhador, o cenário é outro: a taxa média cai para 3,42% ao mês. Parece pouco? Mas quando você transforma isso em prestações menores, o impacto no bolso é gigantesco.

E essa queda não acontece por mágica. Ela vem da concorrência entre bancos. Com mais de 70 instituições financeiras habilitadas — 122 cadastradas e 64 já ativas — cada uma tenta oferecer a melhor proposta para o trabalhador.

Como funciona a migração dos contratos antigos

O processo é 100% digital e rápido. Quem está por trás da operação é a Dataprev, empresa pública especializada em tecnologia, em parceria com o MTE.

Funciona assim:

  1. Autorização dos dados
    O trabalhador, pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, autoriza o compartilhamento de informações como CPF, tempo de empresa e margem consignável.

  2. Ofertas personalizadas
    Em até 24 horas, os bancos habilitados analisam as informações e enviam propostas de crédito.

  3. Escolha da melhor proposta
    O trabalhador compara juros, prazos e condições e escolhe a mais vantajosa.

  4. Desconto em folha
    As parcelas continuam sendo descontadas diretamente na folha de pagamento, respeitando o limite de 35% da renda mensal.

Esse sistema garante mais segurança, praticidade e transparência.

E se eu já tenho um empréstimo? Como funciona a portabilidade

Se você já tem um contrato ativo no modelo antigo, também pode migrar para a nova plataforma. O procedimento é chamado de portabilidade e é bem simples:

  • Verifique se o banco para onde você quer transferir o contrato está habilitado no novo sistema.

  • Solicite a portabilidade pelo site ou aplicativo da instituição financeira.

  • A partir de 21 de agosto, o pedido também pode ser feito diretamente pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital.

  • O novo banco quita sua dívida no banco antigo e assume o contrato, com as novas condições.

Tudo isso mantendo a taxa e o prazo da linha atual ou, se o trabalhador preferir, negociando melhores condições.

Por que essa mudança era necessária?

Antes, o modelo favorecia grandes empresas e limitava o acesso ao crédito mais barato. Muitas vezes, trabalhadores de empresas menores simplesmente não tinham essa opção, ficando à mercê de empréstimos pessoais com juros muito mais altos.

Com a digitalização e a centralização no aplicativo, o governo garante:

  • Concorrência entre bancos → mais ofertas e juros menores.

  • Desburocratização → nada de filas, papeladas ou visitas presenciais.

  • Transparência → tudo regulado pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Além disso, com todos os contratos em um único lugar, o trabalhador tem mais controle sobre suas dívidas e margens consignáveis.

Os números da migração: bilhões em jogo

  • R$ 15,7 bilhões já foram transferidos até 16 de setembro.

  • Meta de R$ 40 bilhões até outubro.

  • Prazo final: novembro de 2025.

Esses valores mostram a dimensão da mudança. Estamos falando de um mercado gigante, com milhões de contratos sendo gradualmente digitalizados.

O que acontece depois de novembro de 2025

Passada a data-limite, o modelo antigo desaparece. Quem não migrar o contrato ficará sem a possibilidade de usar o consignado tradicional e precisará entrar no novo sistema para contratar crédito.

Na prática, isso vai tornar o Crédito do Trabalhador o único caminho para empréstimos consignados CLT no Brasil.

Vantagens para o trabalhador CLT

  • Mais opções: antes restrito a um banco, agora são dezenas competindo por você.

  • Menos juros: taxa média caiu para 3,42% ao mês.

  • Mais segurança: tudo regulado pela LGPD e com dados no e-Social.

  • Mais praticidade: 100% digital, sem burocracia.

Passo a passo para não perder o prazo

Se você quer migrar seu contrato ou simplesmente aproveitar as vantagens da nova plataforma, siga estas etapas:

  1. Baixe ou atualize o aplicativo Carteira de Trabalho Digital.

  2. Verifique suas informações pessoais e de vínculo empregatício.

  3. Autorize o compartilhamento de dados para o Crédito do Trabalhador.

  4. Aguarde as ofertas de crédito.

  5. Compare taxas e condições e escolha a melhor proposta.

  6. Se já tem um contrato, solicite a portabilidade pelo aplicativo.

Tudo sem precisar ir a uma agência ou falar com gerente de banco.

FAQ: Perguntas e Respostas sobre a mudança na Carteira de Trabalho Digital

1. O que é a migração dos contratos antigos para a nova plataforma?

A migração é o processo de transferir todos os contratos de empréstimos consignados que estavam no modelo antigo — com convênios restritos entre empresas e bancos — para o sistema Crédito do Trabalhador, acessado pela Carteira de Trabalho Digital.

A ideia é modernizar, dar mais segurança e permitir que os trabalhadores escolham entre vários bancos com taxas menores.

2. Até quando posso migrar meu contrato antigo?

O prazo final para a migração vai até novembro de 2025. Depois dessa data, o modelo antigo será desativado, e só a nova plataforma será válida para empréstimos consignados CLT.

3. Quantos contratos já foram migrados até agora?

Até o dia 16 de setembro de 2025, mais de R$ 15,7 bilhões em contratos antigos já tinham sido transferidos. O governo espera atingir cerca de R$ 40 bilhões até outubro.

4. O que muda em relação ao modelo antigo?

No modelo antigo, apenas o banco conveniado à sua empresa podia oferecer crédito consignado. Agora, com o Crédito do Trabalhador, mais de 70 instituições podem enviar propostas para você, gerando concorrência e juros menores.

5. Quais são as vantagens da nova plataforma?

  • Mais bancos para escolher: dezenas de instituições enviam propostas.

  • Juros menores: taxa média de apenas 3,42% ao mês.

  • 100% digital: sem burocracia, filas ou papelada.

  • Mais segurança: tudo dentro da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

6. Como faço para migrar meu contrato antigo?

É simples:

  1. Verifique se o banco para onde quer transferir está habilitado no novo sistema.

  2. Solicite a portabilidade no aplicativo do banco ou no app Carteira de Trabalho Digital.

  3. O novo banco quita o contrato antigo e assume a dívida, com as novas condições.

7. Preciso autorizar o uso dos meus dados?

Sim. Pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, você autoriza o compartilhamento de informações como CPF, tempo de empresa e margem consignável para que os bancos possam enviar ofertas personalizadas.

8. Quais dados os bancos recebem para fazer propostas?

Eles têm acesso apenas aos dados necessários para avaliar o crédito, como:

  • CPF

  • Tempo de vínculo empregatício

  • Margem disponível para consignado

Tudo dentro das normas da LGPD.

9. A migração é obrigatória?

Sim. A partir de novembro de 2025, todos os contratos antigos devem estar na nova plataforma, já que o sistema antigo será desativado.

10. A taxa de juros muda na migração?

Depende da sua negociação. Ao migrar, você pode manter as condições atuais ou escolher uma proposta com juros menores oferecida pelos bancos.

11. O que é a portabilidade do consignado?

É a possibilidade de transferir sua dívida de um banco para outro, buscando melhores taxas e condições. Com a nova plataforma, esse processo ficou totalmente digital e bem mais rápido.

12. Como funcionam os descontos na folha de pagamento?

Mesmo com o novo sistema, as parcelas continuam sendo descontadas diretamente da folha, respeitando o limite de 35% da renda mensal.

13. Posso simular as ofertas antes de decidir?

Sim. Quando você autoriza o compartilhamento dos seus dados, os bancos enviam propostas, e você pode comparar taxas e prazos antes de escolher.

14. Preciso ir ao banco para migrar o contrato?

Não. Todo o processo é online, pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou pelos canais digitais dos bancos.

15. O que acontece se eu não migrar o contrato até o prazo?

Depois de novembro de 2025, o modelo antigo será desativado, e você precisará contratar novos empréstimos apenas pela nova plataforma.

Saulo Moreira

Saulo Moreira

Saulo Moreira dos Santos é um profissional comprometido com a comunicação e a disseminação de informações relevantes. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com mais de 15 anos de experiência como redator web, Saulo se especializou na produção de artigos e notícias sobre temas de grande interesse social, incluindo concursos públicos, benefícios sociais, direitos trabalhistas e futebol.