Durante décadas, a poupança foi o sinônimo de guardar dinheiro no Brasil. Afinal, quem nunca ouviu a avó dizer para “deixar na poupança que é seguro”? Só que os tempos mudaram — e muito!
Com a inflação alta em alguns momentos e a taxa Selic oscilando, a rentabilidade da poupança ficou cada vez mais baixa. Resultado? Quem deixa o dinheiro parado lá, muitas vezes perde poder de compra sem nem perceber.
Em 2025, a história é outra: existem investimentos tão seguros quanto e com rentabilidade muito melhor. E a parte mais interessante é que dá para começar com valores mínimos — até R$ 1 em alguns casos.
O tal “investimento secreto” que está fazendo sucesso
Se você está curioso, aqui vai a verdade: não existe nada de mágico ou ilegal. O que está acontecendo é que investimentos antes considerados “complicados” ficaram tão fáceis de acessar que qualquer pessoa pode começar.
Entre os principais, destacam-se:
Tesouro Direto: título público emitido pelo Governo Federal, considerado um dos investimentos mais seguros do país.
CDBs de liquidez diária: oferecidos por bancos e corretoras, são como “empréstimos” que você faz para o banco, com rentabilidade definida.
Contas digitais que rendem mais que a poupança: bancos digitais passaram a oferecer rendimento automático acima da poupança, sem o cliente precisar fazer nada.
O que muda em 2025 é que esses produtos estão a um clique de distância nos aplicativos e com valores de entrada simbólicos.
R$ 1 pode realmente virar dinheiro?
Pode parecer brincadeira, mas é verdade. Plataformas como o Tesouro Direto permitem aplicações iniciais a partir de R$ 30, mas bancos digitais oferecem produtos fracionados ou contas remuneradas onde qualquer valor começa a render.
Funciona assim: você deposita o dinheiro, e ele já começa a render conforme a taxa combinada. Se quiser sacar, muitos produtos têm liquidez diária, ou seja, o dinheiro está disponível no mesmo dia ou no dia seguinte.
Claro, R$ 1 não vai te deixar rico. Mas a ideia é começar a investir sem medo, entender o funcionamento e, aos poucos, aumentar o valor aplicado.
Comparando com a poupança: qual rende mais?
A poupança hoje rende 0,5% ao mês + TR quando a Selic está acima de 8,5% ao ano. Só que a TR (Taxa Referencial) está zerada há anos, então é basicamente 0,5% ao mês.
Já um CDB com 100% do CDI ou um Tesouro Selic acompanha a taxa básica de juros, que em 2025 está bem acima disso. Resultado:
Poupança: cerca de 6% ao ano.
Tesouro Selic ou CDB 100% CDI: cerca de 10,5% ao ano (dependendo da Selic).
Na prática, quem deixa o dinheiro na poupança ganha bem menos. E o melhor: ambos são considerados investimentos de baixo risco.
O que é o Tesouro Direto e por que todo mundo fala dele
O Tesouro Direto é um programa do Governo Federal que permite que qualquer pessoa empreste dinheiro ao governo em troca de juros.
Parece complicado, mas não é. Você compra um título, que nada mais é do que um “papel” dizendo: “Eu, governo, te pago de volta com juros na data tal”.
Existem diferentes tipos de títulos:
Tesouro Selic: ideal para quem está começando, tem baixo risco e acompanha a taxa básica de juros.
Tesouro IPCA: protege contra a inflação, ótimo para quem quer manter o poder de compra no futuro.
Tesouro Prefixado: você já sabe exatamente quanto vai receber na data de vencimento.
Tudo isso pode ser comprado online, em corretoras e bancos autorizados, sem burocracia.
CDBs: o queridinho dos bancos digitais
Outra alternativa que ganhou força foram os CDBs de liquidez diária.
Eles funcionam assim: você empresta dinheiro ao banco, ele usa esse dinheiro para fazer empréstimos e outros negócios, e te devolve com juros.
A vantagem é que:
São protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF e instituição.
Têm rentabilidade atrelada ao CDI, que costuma ser maior que a da poupança.
Estão disponíveis em bancos digitais com aplicação mínima baixíssima, muitas vezes a partir de R$ 1.
Contas digitais que rendem mais que a poupança: sem esforço nenhum
Bancos como Nubank, PicPay e Mercado Pago começaram a oferecer rendimento automático para o dinheiro parado na conta.
Isso significa que você não precisa comprar título, aplicar manualmente ou escolher prazo: o dinheiro simplesmente rende sozinho.
Em alguns casos, a taxa chega a 100% do CDI, superando a poupança sem nenhum trabalho.
Por que o brasileiro demorou tanto para investir além da poupança
Existem três grandes motivos:
Falta de informação: muita gente acha que investir é complicado ou precisa de muito dinheiro.
Medo de perder dinheiro: o trauma dos anos 90, com inflação e planos econômicos, ainda assusta algumas pessoas.
Tradição familiar: como a poupança sempre foi vista como segura, passou de geração em geração.
Mas em 2025 o cenário é outro. Com internet, aplicativos simples e informação acessível, não tem mais desculpa para ficar parado na poupança.
Passo a passo para começar com pouco dinheiro
Se você está pensando “ok, quero começar, mas não sei como”, aqui vai um guia simples:
Escolha um banco ou corretora confiável
Prefira instituições conhecidas e com boa reputação no mercado.Abra conta online
Hoje tudo é feito pelo celular, sem papelada nem complicação.Transfira o valor que quiser investir
Pode ser R$ 1, R$ 10, R$ 100… o que couber no seu bolso.Escolha o produto certo
Para iniciantes, Tesouro Selic, CDB 100% CDI ou conta digital com rendimento automático são ótimas opções.Acompanhe seus rendimentos
Os aplicativos mostram quanto você está ganhando em tempo real.
E os riscos?
Todo investimento tem risco, mas os citados aqui estão entre os mais seguros do Brasil.
O Tesouro Direto é garantido pelo Governo Federal. Já os CDBs têm a proteção do FGC, que devolve até R$ 250 mil por CPF e instituição em caso de quebra do banco.
O risco maior é deixar o dinheiro parado na poupança e ver ele perder valor para a inflação.
O futuro dos pequenos investidores no Brasil
Com a popularização dos investimentos digitais e valores mínimos cada vez menores, o Brasil caminha para ter milhões de novos investidores nos próximos anos.
Se antes era necessário ser especialista em finanças para aplicar bem o dinheiro, hoje tudo está a um toque de distância, explicado de forma simples e acessível.
